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SIMPÓSIO 3 MESA 3 PALESTRANTE 2


MARIA EMILIA BORDINI


sem que fosse defnido se isso era compulsório; de internalização de normas. Se pretendemos
a portaria só estabelece a existência do progra­ ter uma estrutura regulatória harmonizada com
ma e que cabe ao Conmetro a regulamentação. outros países, se formos utilizar normas ISO
Depois, mais à frente, temos essa portaria in­ e normas internacionais, precisamos então de
terministerial – do Ministério da Saúde e do mais agilidade na internalização dessas normas.
Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Co­ Outro desafo é a preparação das OCPs para uma
mércio (MDIC) – instruindo sobre como opera­ nova abordagem e para um aumento muito gran­
cionalizar esse programa; a compulsoriedade de de na demanda das inspeções – não só serviços
certifcação de produtos só chegou em 2011, com de auditoria para o MDSAP, mas também de ava­
a RDC 27, determinando que, para fns de regis­ liação da conformidade, caso a compulsoriedade
tro, é necessária a certifcação compulsória dos se estenda para outros produtos além dos que já
eletro ­médicos. Em 2014, como eu já mencionei, existem. Outros desafos: habilitação e monito­
temos essa consulta pública, defnindo que para ramento do OCP junto à Anvisa, ampliação da
os ensaios de avaliação de conformidade e análi­ rede de laboratórios públicos e privados e seus
se pós ­mercado devem ser utilizados laborató­ escopos de ensaio acreditados na 17025 junto ao
rios da Reblas (Rede Brasileira de Laboratórios Inmetro e habilitação Reblas para a rede amplia­
Analíticos em Saúde) ou acreditados na 17025, da de laboratórios acreditados pelo Inmetro – a
ou laboratórios que sejam acreditados fora do Reblas trabalha acreditando no programa Reblas
Brasil e que tenham reconhecimento mútuo os laboratórios que já foram previamente acredi­
com o Inmetro. tados pela 17025 junto ao Inmetro.
De acordo com o Inmetro, o objetivo do Outro desafo é a preparação do complexo
programa de avaliação da conformidade é “in­ industrial de produtos para Saúde para a certi­
formar e proteger o consumidor, em particular fcação compulsória. Produtos que já são com­
quanto à saúde, segurança e meio ambiente”. O pulsórios estão muito habituados a lidar com a
foco é muito voltado para a proteção do consu­ certifcação, com a avaliação de conformidade,
midor – não que não sejam preocupações do In­ mas os que não estão habituados irão precisar se
metro as questões de segurança e efcácia, mas, preparar para as inspeções sanitárias pelo MD­
se observamos com atenção, veremos que o foco SAP e o uso da ferramenta RPS para submissão
está mais ligado à regulação de mercado, à con­ dos registros.
corrência justa, à melhoria contínua da qualida­ Quais são os perigos que temos pelo cami­
de e facilitação do comércio. nho? Para a Anvisa, na minha opinião, o pri­
Esses são, portanto, os objetivos do progra­ meiro alerta se refere à transferência da falta
ma de avaliação. Quais são os desafos que temos de agilidade nos processos de inspeção de boas
pela frente? Fundamentalmente, são estrutura­ práticas de fabricação para os OCPs, via MDSAP.
ção e validação tanto do programa MDSAP quan­ A gente só transfere o gargalo; isso é um perigo e
to do programa RPS; a revisão da RDC 185 para precisa ser analisado nesse momento. O segun­
registros de produtos; e agilidade nos processos do ponto de atenção é a transferência da falta de

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