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SIMPÓSIO 3 MESA 3 PALESTRANTE 2


MARIA EMILIA BORDINI


Passaremos agora a um assunto um pou­ registro único, e nesse momento há uma consul­
quinho diferente, mas muito ligado à questão ta pública em aberto, porque esse programa do
do MDSAP, que é o RPS (Regulated Product Sub‑ RPS precisa ser antes aprovado pelo Mercosul; é
uma boa oportunidade para exter­

E qual é o objetivo do RPS? É proporcionar narmos nossa opinião. Outro pon­
to importante com relação ao RPS
agilidade e padronização no processo de é que aqui no Brasil ainda não te­
envio de documentos para fns de registro mos uma empresa para desenvol­

ver esse software, que é padrão –
mission), que nada mais é do que fazer o registro aqui ou no Japão, será o mesmo. O HL7 irá criar
do produto. Há submissão do registro do pro­ as diretrizes do software, mas aqui no País ainda
duto de maneira única também para os países não temos nenhuma empresa interessada, ho­
membros do RPS, de maneira totalmente infor­ mologada ou que esteja envolvida no desenvol­
matizada, utilizando um software que tem uma vimento do programa; portanto é uma excelente
lógica muito parecida com a da Receita Federal, oportunidade para as empresas desse setor...
o mesmo que usamos para declarar o imposto E qual é o objetivo do RPS? É proporcionar
de renda; há um software de input de informa­ agilidade e padronização no processo de envio
ções, e é feito o upload desse conteúdo. Dessa de documentos para fns de registro, incluindo
forma existe uma padronização sobre quais alinhamento de vocabulário, e rastreabilidade
documentos enviar, e de que forma. Está dispo­ de todo o ciclo de vida do produto. Usaremos o
nível, inclusive, um guia para uso do TOC, que RPS não só para fazer a submissão inicial de um
é a tabela de conteúdo, para que essas informa­ registro ou sua revalidação, mas também a atua­
ções sejam enviadas de maneira padronizada lização, em tempo real, toda vez que o produto
para a Anvisa; portanto, você e seu concorrente sofrer alguma alteração; a Anvisa terá total con­
farão isso da mesma maneira. Esse registro de trole sobre sua evolução e amadurecimento. Re­
produto vai atender aos requisitos do Brasil, do sumidamente, essa é a abordagem do RPS; mais
Canadá e dos Estados Unidos, proporcionando detalhes podem ser obtidos no site do IMDRF,
agilidade e economia de espaço, porque toda a incluindo todas as guias e manuais.
documentação é eletrônica. O RPS está em fase Vamos agora falar sobre a avaliação da con­
fnal de desenvolvimento por um grupo similar formidade compulsória de produtos para a Saú­
à ISO: o HL7 (Health Level Seven International), de. Tudo isso começou em 1994, com a portaria
uma organização que desenvolve softwares no do Ministério da Saúde determinando que o
segmento de produtos para a Saúde. Trata ­se de programa de certifcação de produtos para Saú­
um grupo que desenvolve normas, só que espe­ de deveria seguir o modelo 5 conforme preconi­
cifcamente para esse segmento. za o Conmetro (Conselho Nacional de Metrolo­
A Comunidade Europeia e o Japão não es­ gia, Normalização e Qualidade Industrial). Foi
tão no MDSAP, mas estão nesse programa de delegada ao Conmetro a gestão desse programa,

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