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SIMPÓSIO 3 MESA 3 PALESTRANTE 4


DR CLÁUDIO CABRAL


lioflização, rotulagem, embalagem, armazena­ à exposição do medicamento a um ser huma­
mento, controle – enfm, todo o necessário para no, vários requisitos terão de ser cumpridos; no
disponibilização do produto. Como exemplo, ci­ caso de vacinas, conforme previsto pela Organi­
tei aqui que o Instituto Butantan vive hoje um zação Mundial de Saúde e em guias brasileiros,
momento de transferência de tec­
nologia: temos sete processos de Já o produto biológico novo é o
transferência de tecnologia acon­ medicamento contendo molécula cuja
tecendo simultaneamente, três atividade biológica é conhecida, ainda não
deles envolvendo vacinas e quatro
envolvendo biofármacos. Esses úl­ registrada em território brasileiro
timos são biofármacos ainda não
fabricados no País, mas já comercializados; são será necessário, inclusive, conhecer a estabili­
biosimilares. As vacinas já são registradas e co­ dade daquele produto, já que muitas vezes sua
mercializadas no País, porém fabricadas em ter­ aplicação terá de ser feita em duas etapas – uma
ritório estrangeiro; haverá então internalização agora e outra dose de reforço daqui a seis meses
da produção desse produto vacinal, e nessa clas­ ou um ano, por exemplo. Por esse motivo é pre­
sifcação elas seriam um produto biológico não ciso saber se o produto suporta esse prazo de
novo, ou seja, do qual já existe registro. validade, ou irá requerer nova disponibilização
Já o produto biológico novo é o medica­ toda vez que a dose for reaplicada.
mento biológico contendo molécula cuja ati­ A seguir vem o desenvolvimento de banco
vidade biológica é conhecida, ainda não regis­ de célula, desenvolvimento de processos de es­
trada em território brasileiro, mas que tenha cala de bancadas, escalonamento de utilização
passado por todas as etapas de fabricação, for­ – que seria já o primeiro scale ‑up, a obtenção
mulação em base, lioflização – enfm, todas as do insumo biológico ativo – desenvolvimento
etapas necessárias para disponibilização do de formulação, escalonamento para piloto – já
produto. Nesse slide, vemos na coluna da direi­ pensando em produto fnal – testes pré ­clínicos
ta o desenvolvimento de produto e à esquerda o e, a seguir, os testes clínicos fase 1, fase 2, manu­
desenvolvimento de processo. Temos aí desde a fatura do banco de células de trabalho e escalo­
identifcação do clone, construção genética, ob­ namento de processos de testes clínicos fase 3.
tenção de célula transformante, caracterização Esse é um pequeno resumo, só para termos uma
de proteína; temos o início do que chamamos noção da complexidade de criação de um produ­
de prova de conceito, ou seja, o começo do tra­ to biotecnológico. Se fôssemos discutir a ques­
balho, no laboratório de pesquisa. Na prova de tão regulatória para cada etapa, talvez gastásse­
conceito o pesquisador tem bastante liberdade; mos o resto do dia de hoje falando...
os requisitos existem, mas são um pouco meno­ O desenvolvimento de produção e a trans­
res, e vão aumentando conforme o andamento posição de escala laboratorial para piloto são
do processo. Antes de chegar ao teste clínico e etapas críticas dentro da indústria farmacêuti­

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