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SIMPÓSIO 3 MESA 3 PALESTRANTE 1


DR DAGOBERTO BRANDÃO


especialmente aos jovens; por isso agradeço essa vista regulatório, e em seguida falaremos sobre
oportunidade de poder falar alguma coisa sobre pesquisa clínica: entraves, processo de autoriza­
os fármacos e seus entraves. ção e possíveis soluções. Quero ressaltar que sou
Gostaria de abordar os confitos de interes­ responsável total, civil e criminal, pelo que vou
se que eventualmente podem existir. Sou pro­ dizer aqui; não é a PHC, nem as outras entidades
prietário de uma empresa que presta assessoria, às quais pertenço.
e como sou médico e advogado, atendo a indús­ A respeito de fármacos e medicamentos,
tria farmacêutica, a indústria de produtos para sempre ouço as pessoas dizerem “droga”. Não
a saúde, alimentos, tratando especialmente de existe droga em medicamento; droga não é fár­
questões relativas à pesquisa, desenvolvimen­ maco nem medicamento, tanto que não tem
to e regulação. Tive a honra, coordenando uma “drogologia” – o que tem é farmacologia. Por­
equipe de mais de cem pessoas, de desenvolver, tanto fármaco é isso: é a substância química que
de ponta a ponta, um anti ­infamatório à base da é o princípio ativo, substância ativa. Droga é ou­
Cordia verbenacea, que já está no mercado. Per­ tra história, não é fármaco, não é medicamento;
tenço também à Sociedade Brasileira de Medi­ e o medicamento é o fármaco industrializado,
cina Farmacêutica, que é uma entidade que eu ou seja, colocado de tal maneira que possa ser
fundei junto com outros colegas em 1972, e que administrado, prescrito e usado. Nós vamos, da­
hoje representa uma das entidades científcas qui em diante, falar sobre medicamentos, não
que faz a intermediação entre a Academia, as se­ vamos falar sobre fármacos, embora haja uma
guradoras e a população. certa sobreposição, porque o medicamento tem
Como sempre faço com meus alunos da pós­ fármacos; alguns medicamentos tem um fár­
­graduação, não quero deixar uma conclusão de­ maco só, outros medicamentos tem uma asso­
fnitiva; eu sempre trago os assuntos para refe­ ciação de fármacos, mas o que eu vou abordar
xão. Vou mostrar os pontos positivos, negativos, de agora em diante, o que a Anvisa trata, é espe­
os entraves, as possíveis soluções, mas o mais cialmente do produto industrializado que con­
importante que quero trazer a vocês é uma refe­ tém fármacos.
xão sobre o assunto, para que juntos possamos O Brasil ocupa a posição de sétima maior
pensar sobre como ganhar posição no mercado economia. E aí eu pergunto: será que o Brasil
farmacêutico mundial. pode ser a quinta economia do mundo? Temos
Minha palestra vai se concentrar em quatro condições industriais, culturais, comerciais
pontos: o conceito da regulação, da regulamen­ para tal? Sim, temos. Depende da nossa nação,
tação – que são diferentes ­, o conceito de fár­ depende dos brasileiros. Vocês vão ver na minha
maco e de medicamento, que também são dife­ conclusão que é isso; depende que haja um en­
rentes, e as questões da hierarquia, da legislação tendimento entre as pessoas. Não importa a po­
e das normas; em seguida abordaremos regis­ sição – seja a Academia, o setor regulado, o setor
tro de medicamentos – quais são os pontos que regulador, ou um simples consumidor: todos so­
causam entraves, quais as soluções do ponto de mos cidadãos brasileiros, e temos que entender

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