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SIMPÓSIO 3 MESA 2 PALESTRANTE 3


PROFA DRA REGINA SCIVOLETTO


de um micro ­organismo, o gene que eu quero E aqui está um outro grande gargalo: o dos
que expresse o princípio ativo desejado; esse ensaios pré ­clínicos. Nós também acabamos de
micro ­organismo começa a produzir esse princí­ dar um passo para trás no momento que foi per­
pio ativo, ele produz e armazena no seu interior. mitida a destruição de uma instituição que fazia
Para que o produto seja retirado é preciso rom­ os ensaios pré ­clínicos, e esse fato fez com que
per esse micro ­organismo. Rompe ­se, retira ­se um segundo centro, que é o Centro de Farmaco­
o princípio ativo do meio, purifca ­se, se fazem logia Pré ­Clínica, coordenado pelo Prof. João
as formulações, etc. Para a célula animal o prin­ Batista Calixto, que foi inaugurado e que deve­
cípio é o mesmo: introduz ­se um gene numa cé­ ria estar funcionando plenamente, já nascesse
lula animal, ela vai produzir o princípio ativo, a aleijado, porque ele não pode usar cães. Ou seja,
diferença é que ela não guarda dentro de si o que no Brasil você põe uma máscara preta, esconde o
ela produziu, ela excreta para o meio de cultura, rosto e diz o que pode ou não pode ser feito.
e retira ­se o princípio ativo
do meio de cultura, purifca­ Bem, uma vez feitos os ensaios pré ‑clínicos há
­se e faz ­se a formulação. um tempo para análise pelo Comitê de Ética em
Já mencionei que a pro­
dução de biofármacos no Pesquisa (CEP) para entrar em ensaio clínico.
país é baixa, e o que existe Uma vez aprovado pelo CEP, o processo precisa
atualmente é uma declara­ da anuência da Agência Nacional de Vigilância
ção de intenções de produ­ Sanitária (ANVISA), que leva ao redor de 12 meses
ção por parte de algumas
empresas. Para isso começar
vai levar algum tempo. Por quê? Porque as em­ Bem, uma vez feitos os ensaios pré ­clínicos
presas precisam se organizar societariamente, – isso quando tudo deu certo – há um tempo
fsicamente, e do ponto de vista de capacitação de para análise pelo Comitê de Ética em Pesquisa
recursos humanos. Uma vez tudo pronto, começa (CEP) para entrar em ensaio clínico, confor­
a etapa de pesquisa, na qual serão selecionados me mostra a linha do tempo da Figura 2. Uma
e caracterizados alguns micro ­organismos, para vez aprovado pelo CEP, o processo precisa da
que se possa fazer o desenvolvimento fármaco­ anuência da Agência Nacional de Vigilância Sa­
­técnico, o escalonamento, a estabilidade, a for­ nitária (ANVISA), que leva ao redor de 12 me­
mação de lotes pilotos, para depois se proceder à ses. Essa é uma questão do marco regulatório
etapa de ensaios pré ­clínicos. Eu estou falando de que também precisa ser trabalhada, porque 12
biossimilares, eu não estou falando de um produ­ meses é tempo demais. Então o produto entra
to inovador. Quando se trata de um biossimilar é em ensaios clínicos, durante os quais há um es­
necessário também fazer um ensaio pré ­clínico, calonamento na produção. Terminados os en­
embora mais simplifcado em relação ao exigido saios clínicos, pedimos o registro. Aqui leva 18
para um biofármaco inovador. meses até que se possa entrar no mercado (no­

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