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SIMPÓSIO 3 MESA 1 PALESTRANTE 1


PROF DR SÉRGIO SANTOS MUHLEN


Posso estar enganado, mas vemos muito poucos acessíveis para a população, ou seja, materiais
cursos ou pós ­graduações voltados para a forma­ mais baratos para a mesma capacidade de in­
ção de recursos humanos em gestão de projetos vestimento do SUS, ainda teríamos um aumen­
no meio universitário. E eu digo isso não só para to de implantação desses materiais em função
o projeto em si, mas também para gestão dos la­ de demanda reprimida. Tenho certeza de que
boratórios de desenvolvimento de pesquisa, pois isso vale para tudo que já fz, como por exemplo
precisamos de laboratórios que sejam certifca­ prótese auditiva. A cada dólar que você baixa no
dos, credenciados. Dentro desse tópico, existe a custo fnal, você aumenta o tamanho da pirâmi­
gestão da proteção do conhecimento, ou seja, a de de pessoas que se benefciam disso.
obtenção de patentes tanto no Brasil como no ex­ O problema técnico que está sendo identi­
terior, algo que ainda não sabe fazer também. fcado, que teria que ser resolvido, é a da baixa
Uma vez feita essa avaliação qualitativa do que durabilidade – mais uma vez, eu não sou espe­
eu chamo de entraves, quero relacionar esses de­ cialista nisso, então tomo cuidado esses dados
safos, e em particular os segmentos de implantes de outras pessoas. Mas parece que, de uma for­
ortopédicos e de stents, para derivar daí algumas ma bastante concentrada, os problemas seriam
sugestões. Então, vamos fazer primeiro um cená­ o desgaste e soltura das próteses. Então que
rio. Essa primeira transparência é um cenário es­ tecnologia e inovação têm de ser feitas para en­
pecífco de materiais ortopédicos. Temos o núme­ frentar esse problema, assim como a questão da
ro de cirurgias ortopédicas fnanciadas pelo SUS, metalose e da necrose de tecidos, que acontece
que movimentam mais de R$ 575 milhões – isso com alguma frequência no Brasil?
em 2007, quer dizer, é um dado antigo, eu não con­ Para fechar esse item de materiais, ouso
segui nada mais novo. Desse total, R$ 146 milhões recomendar aqui a ampliação da produção de
são investidos em órteses e próteses ortopédicas. implantes ortopédicos nacionais para suprir o
Então, existe essa expectativa de valor, mercado interno e a expansão das exportações,
mas na verdade temos de olhar a taxa de cres­ que é o que todo mundo quer. Mais especifca­
cimento, a derivada, porque o crescimento vai mente, precisamos:
ser muito rápido em função daquele dado epi­
demiológico que foi citado no início, relativo ao • dominar a produção de ligas metálicas, que
envelhecimento da população com o estilo de hoje ainda não dominamos completamente,
vida que leva o idoso a continuar tendo atividade como o cromo ­molibdênio e o titânio, o que
física, mais do que se fazia décadas atrás. E, além pode ser feito em conjunto com outros seto­
disso, o aumento de acidentes traumáticos, por­ res: aviação, indústria química, etc., visando
que há cada vez mais carros, motocicletas, etc., a fabricação de próteses nacionais;
então tudo isso faz com que aumente bastante a • nacionalizar etapas do processo de fabrica­
demanda para implantes ortopédicos. ção que hoje também ainda não detemos,
Analisando o perfl da demanda hoje, se como o recobrimento poroso metálico, hi­
esses procedimentos fossem um pouco mais droxiapatita, técnicas assim;

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