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SIMPÓSIO 3 MESA 1 PALESTRANTE 2


PROF DR JOSÉ FERNANDO PEREZ


protocolo clínico. Os protocolos clínicos que são lação à inovação tecnológica. É real, não é fcção.
feitos aqui vêm da matriz, vem lá do exterior. En­ Há uma série de instrumentos de apoio à inova­
tão, é preciso identifcar uma pessoa que possa ção, programas da FAPESP, FINEP, BNDES, e
fazer um teste clínico para você e não é fácil. nós nos benefciamos de tudo isso.
Vou contar um exemplo real. Eu cheguei No começo era só uma hipótese, mas faz par­
para o meu flho, que é médico cirurgião for­ te da minha contribuição também, com a minha
mado por esta Instituição, fez residência aqui, experiência em agência de fomento, entenden­
e disse: “Preciso de um oncologista jovem, bri­ do bem os instrumentos disponíveis da nature­
lhante, que tenha uma experiência real em teste za e a possibilidade de utilizá ­los em diversos
clínico e que esteja disposto a ganhar um pouco formatos: ou projetos de parcerias ou projetos
menos – essa frase foi crítica – e dedicar parte de de subvenção econômica ou empréstimos sub­
seu tempo para um projeto inovador”. Quando sidiados, ou mesmo, como é o nosso caso, um
eu falei essa última frase, a reação dele foi: “Es­ investimento em ações, que é o caso BNDS, que
quece, pai”. é um dos sócios da empresa atualmente. E o im­
Mas daí ele pensou um pouco e falou: “Eu portante é que a política governamental explici­
tive um preceptor aqui no HC que era obsessivo ta uma prioridade clara para o desenvolvimento
em testes clínicos, o nome dele é Dr. Lawrence de drogas para biotecnologia, então existem es­
Malet, e ele tem experiência real, é só falar que ses instrumentos.
é teste clínico. Ele trabalha no Einstein”. Aí eu Existe até uma difculdade que foi men­
o procurei, e ele trabalha conosco até hoje. Com cionada na palestra do Prof. Sérgio, mas real­
isso, quero mostrar um pouco da difculdade mente nós conseguimos apresentar projetos
que se tem. Essas competências que existem, que têm consistência não só do ponto de vista
mas em geral estão em um ambiente acadêmico. técnico e científco, mas também do ponto de
Na verdade, elas não são tão abundantes assim, vista empresarial, mercadológico. A Recepta
você tem de garimpá ­las. foi criada exatamente por uma parceria que
Se você precisa de alguém para fazer um an­ começou com o Instituto Ludwig, que já tinha
ticorpo monoclonal, não dá para por um anún­ uma parceria com a FAPESP, em um projeto do
cio no jornal e esperar uma lista de pessoas. genoma do câncer. O Instituto Ludwig queria
Você vai lá e tem que descobrir que no Institu­ modifcar essa parceria, estava pensando em
to Butantan existe uma pessoa com uma expe­ mudar o modelo operacional, e queria concen­
riência real, e então montar um esquema para trar sua pesquisa mais na parte básica, estimu­
conseguir uma parceria nesse sentido. Os custos lando a formação de empresas que fzessem a
operacionais ainda são mais baixos em relação ponte entre a pesquisa acadêmica e o mercado,
aos centros tradicionais, o acesso ao paciente é ou seja, as indústrias farmacêuticas.
mais fácil, então na realidade há uma série de in­ Existem muitas empresas de biotecnologia
fraestruturas interessantes. Também, como foi desse tipo nos Estados Unidos, mas no Brasil
mencionado, há uma nova cultura no país em re­ são pouquíssimos os exemplos. Nós achamos

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