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SIMPÓSIO 3 MESA 1 PALESTRANTE 1
PROF DR SÉRGIO SANTOS MUHLEN
nha avaliação bastante conceitual, qualitativa, é de montagem, é passar daquele único exemplo
a de que eles estão, primeiro, muito pulveriza que é o cabeça de série para a série, é a capacidade
dos, então nem sempre o empresariado conhece de multiplicar um produto que já está estabele
com clareza todas as fontes de recursos às quais cido, já está desenvolvido, mas que não é ainda a
ele poderia auferir e sob que condições. Existe linha de produção, e isso muito pouca gente sabe
então uma necessidade de coordenar um pouco fazer no Brasil. É interessante, fca um gap tecno
melhor os editais de recursos públicos e de ela lógico, porque já não é mais papel das academias,
borar projetos de um pouco maior prazo. das universidades, dos instituto de pesquisa fazer
Já deu para perceber quem trabalha, pois azeitar a linha de produção... Esse pessoal acha
eu também participo da avaliação de projetos que já é papel da empresa, mas a empresa, na ver
voltados para indústria. O que se nota é uma dade, às vezes também não tem a competência
certa pobreza na elaboração dos projetos, não – não que não queira, não que renegue essa atri
porque as ideias não sejam boas ou porque os buição –, mas ela não está de fato preparada para
parceiros não sejam bem intencionados e com implantar novas linhas e para resolver os proble
petentes, mas porque falta fazer isso funcionar. mas que são necessários para que se tenha a linha
Por exemplo, o projeto dura dois anos. Quando de produção efcaz e efciente. Esse é o principal
a equipe começa a engrenar para produzir algu gargalo na rota entre a academia e os institutos
ma coisa, aí tem de começar com termo aditivo, de ciência e tecnologia, as empresas e o mercado.
renovação, o que atrapalha tudo. Talvez fosse o Minha avaliação, que é um pouco superfcial, pois
caso de montar os projetos de uma maneira um não sou um especialista no assunto, é a de que ga
pouco diferente, pensando em prazos maiores, nharíamos muito se nos aproximássemos de in
não isentando avaliações intermediárias para cubadoras e parques tecnológicos.
que se possa corrigir rapidamente algum equí A iniciativa do Centro de Desenvolvimento
voco que tenha sido cometido. E, por fm, cri Tecnológico da Saúde, no Rio de Janeiro, é mui
térios mais adequados, porque os critérios aca to interessante e visa exatamente isso: entrar no
dêmicos para projetos de interface academia e ponto em que a academia já deu tudo que tinha
empresa nem sempre são os melhores, eu tenho para dar e ainda não está no ponto de ser produ
certeza disso. E o que são os verdadeiros crité zido na empresa. Então, eles pegam esse tipo de
rios empresariais? Vender bastante é o único projeto e fazem o scale ‑up para entregar para a
critério? Não. Existem outras coisas que quali empresa uma linha de produção já toda “resol
fcam, que perenizam o conhecimento e a pro vida”, vamos dizer assim. É uma iniciativa que
priedade do conhecimento. ainda está começando aqui no Brasil, então não
Temos então o desafo do scale ‑up, o que é temos ainda uma história acumulada.
isso? É uma expressão que defne a capacidade Por fm: desafos de gestão empresarial. Ain
que se tem de converter um processo ou um pro da sentimos falta de pessoas que saibam dirigir
tótipo em um processo de produção em massa. É projetos, ser gestores de projeto mesmo, e para
passar de um protótipo funcional para uma linha isso acho que é necessário formar mais gente.
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