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SIMPÓSIO 3 MESA 1 PALESTRANTE 1
PROF DR SÉRGIO SANTOS MUHLEN
– acertadamente, na minha avaliação pessoal – e projetos de boa qualidade para poder usufruir
que tem, sim, conseguido alavancar iniciativas de das subvenções governamentais que começam
projetos capazes, ainda em caráter experimental, a existir de uma forma cada vez mais frequente.
com detalhes ainda sendo burilados, de resolver Ou seja, existe dinheiro para fnanciar a inova
problemas que antes pareciam insolúveis. Antes ção, existe uma demanda claramente estabe
mantínhamos uma dependência eterna de parcei lecida e existe potencial humano e às vezes até
ros estrangeiros que não têm os mesmos objetivos potencial material. Como é que a gente não con
principais que a nossa demanda. segue coordenar isso tudo? Percebem? Então,
Isso permitiu adensar a cadeia produtiva e isso é uma coisa que tem de ser resolvida, por
fortalecer empresas nacionais, o que é diferen que senão a gente fca patinando em torno das
te de nomes pouco louváveis como “reserva de nossas próprias competências.
mercado”. Trata se simplesmente de respon E agora o terceiro item de desafo: fnancia
sabilizar um produtor local com uma demanda mento. Quer dizer, pesquisa, desenvolvimento e
para que ele tenha certeza de que vai investir inovação custam caro, não adianta imaginar que a
sem os riscos tradicionais do mercado. Há en gente não vai ter que gastar dinheiro com isso, to
traves burocráticos que precisariam ser mais dos os segmentos vão. O governo é o principal mo
azeitados e revistos, mas eu não dou detalhes tor desses fnanciamentos, e no meu modo de ver
porque eu não sou um entendido disso. ele já está se estruturando através de programas.
Uma coisa defnitivamente curiosa é que Há vários órgãos de fomento, instituições, cada
as culturas são diferentes. Às vezes é mais fácil um com uma vocação, como FINEP e BNDES para
grandes projetos com relação à em
O que a gente tem hoje como principal presa; CNPq e Capes um pouco mais
ferramenta motivadora dos processos de voltados à formação de recursos hu
manos; existem ações interministe
inovação? O poder de compra do Estado riais superimportantes, o Ministério
da Ciência e Tecnologia e o Ministé
você se entender com um pesquisador, mesmo rio da Saúde têm dado mostra de maturidade e de
que ele fale uma língua diferente, do que com um grande empenho em conseguir a Lei de Inovação.
empresário, que fala a mesma língua, mas que na As encomendas tecnológicas são outra ferramenta
verdade ainda não está tão afnado quanto seria muito poderosa para alavancar esses setores críti
necessário. Mas acho que hoje já estamos melho cos e bem defnidos da demanda. E, por fm, fnan
res do que estivemos no passado. Como eu falei, ciamento de parceiros empresariais, quer dizer,
não vou entrar no mérito de como as coisas acon uma cultura na qual haja participação de recurso
tecem, mas existem e a gente precisa superar. das empresas também.
Outra questão são os critérios para habilitar Todos corremos riscos, todos temos a ga
as empresas no editais de subvenção. De novo, as nhar de alguma forma, mas não é justo que exis
empresas também têm difculdades de inscrever ta um único pagador. Recursos existem, mas mi
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