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SIMPÓSIO 3 MESA 2 PALESTRANTE 2


DR EDUARDO PERILLO


Por exemplo, naquele “telefoninho da marca da tes soluções para os problemas, ou seja, não
maçã”, 93% do custo é conhecimento, marca, basta industrializar. Portanto, a política indus­
marketing, tecnologia e software. O custo in­ trial atual tem que visar inovação. E inovação
dustrial é de 7%. Ou seja: de cada R$ 100, R$ 7 nós vamos encontrar nas áreas de TI, indústria
são para fabricar o aparelhinho da maçã, e R$ 93 automobilística, indústria da defesa e na área
são tecnologia, propriedade da
marca e propriedade industrial O mais importante é que está havendo
de conhecimento. E o fabri­ um movimento bastante grande junto à OMC
cante, e outros fabricantes que para que a tributação dos bens se faça somente
fazem aparelhinhos semelhan­
tes, estão pleiteando na OMC sobre os componentes industriais dos mesmos
que a tributação na venda des­
ses gadgets se faça sobre os R$ 7, e não sobre os de saúde, que é o nosso pedaço. Não é possível
R$ 93. Se eles tiverem vitória, as porteiras do fazer isso sem envolver tanto o Estado como as
mercado serão escancaradas para uma enxur­ empresas, as universidades e centros de pesqui­
rada de equipamentos que só serão tributados sas. Cada um tem uma expertise, cada um tem
nesse componente industrial, que é a parte mais uma competência, mas não podem se portar
barata do produto. como linhas paralelas que nunca se encontram.
Nos equipamentos médicos industriais não Na verdade, teriam de ser três círculos que se
é muito diferente, há uma quantidade enorme imbricam; são conjuntos que têm uma interse­
de tecnologia e o custo de produção é a parte ção importante. Se eles não tiverem interseção,
menor, ou seja, nós vamos sofrer também, por o sistema não funciona. É fundamental que se
assim dizer, mais uma agressão importante à busque a parceria entre esses players todos.
nossa indústria de equipamentos. Portanto, Existe um estudo interessante, de 2001,
tendo indústria, participar de cadeia de valor que continua atualíssimo, e foi feito para mos­
não é a coisa importante, o que importa é como trar que as empresas transnacionais têm 700%
participar e qual é o pedaço da fabricação que maior capacidade ou possibilidade de exportar
nos cabe. Como e o que nós fazemos. Precisamos do que uma empresa nacional; esse é o tamanho
desenvolver capacidade de criar, fazer melhor, do desafo que a gente tem pela frente. Não é
agregar valor, pensar em novas e mais efcien­ pouca coisa.














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