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SIMPÓSIO 2 MESA 4 PALESTRANTE 1
PROFA DRA ANA LUIZA STIEBLER VIEIRA
regulações existem a respeito de dimensiona‑ Quero falar também sobre o mercado de
mento, mas, a meu ver, ainda são um pouco pre‑ trabalho, a respeito do qual temos sérias limi‑
cárias. Há regulações em torno de leitos, de nú‑ tações. Todas as fontes existentes no Brasil que
mero de enfermeiros e técnicos, por números falam a respeito de mercado de trabalho são li‑
de leitos de CTI, por cuidados semi ‑intensivos, mitadas porque fornecem somente os dados dos
por números de leitos semi ‑intensivos etc. É empregos formais. Assim é a pesquisa Assistên‑
preciso fazer um estudo sério sobre as neces‑ cia Médica Sanitária – Instituto Brasileiro de
sidades, sobre o que o País quer, o que as ins‑ Geografa e Estatística (IBGE), que não retrata a
tituições querem, que tipo de enfermagem se real situação do mercado de trabalho do setor da
quer, fazendo o que, quem deve fazer o quê... O Saúde, principalmente nesse contexto da fexi‑
mais importante é que o estudo recaia sobre o bilização total que estamos vivenciando ao lon‑
processo de trabalho. Com base nisso é possível go das últimas décadas.
dimensionar os recursos humanos. Eu não di‑ Conforme já apontou o Dr. Roberto Noguei‑
ria que houve uma superoferta de cursos; hou‑ ra, o setor da Saúde é a maior experiência de fe‑
ve um crescimento grande, mas torço para que xibilização de mercado de trabalho da América
os auxiliares e técnicos se qualifquem mais e Latina. Hoje no PSF todos os estudos apontam
que a equipe fque o mais qualifcada possível. para a inexistência de contrato, para a contrata‑
Creio que ninguém discorda disso. A relação ção irregular de trabalhadores, para a existência
de enfermeiro por mil habitantes no Brasil é do “contrato de boca”. Nos municípios acontece
1,4; no Sudeste, onde se concentra o maior nú‑ absolutamente de tudo. Todos os estudos do PSF
mero de enfermeiros, de 1,9; no Sul, de 1,4; no apontam barbaridades de não vinculação. Esta‑
Centro ‑Oeste, de 1,5; no Norte, de 1,2 e no Nor‑ mos encaminhando uma grande pesquisa, cujo
deste temos um enfermeiro por mil habitantes. objetivo é fazer o perfl da enfermagem no Bra‑
Apenas quatro Estados alcançam a máxima re‑ sil. A ideia é justamente contemplar essa lacuna
lação de dois enfermeiros por mil habitantes: do mercado de trabalho, refetir essas nuances,
Rio de Janeiro, Distrito Federal, Minas Gerais mostrar que o desemprego já começa a aparecer
e Tocantins. Em São Paulo a relação é de 1,8 en‑ para os enfermeiros devido a essa grande oferta.
fermeiros por mil habitantes. Mas é devido à oferta ou ao não aproveitamen‑
to desses recursos de Enfermagem? Queremos
apurar todas as formas de inserção no mercado
Relação de enfermeiros por mil habitantes de trabalho, a autonomia, o consultório parti‑
Brasil 1,4% cular. Enfm, estamos buscando as informações
Sudeste 1,9% que não estão disponíveis nos dados ofciais do
Sul 1,4% IBGE, basicamente a pesquisa de assistência
Centro‑Oeste 1,5% médica sanitária.
Norte 1,2% Nós fomos aos indivíduos; nossa amostra é
Nordeste 1% de 40 mil pessoas no Brasil. Fomos até às casas
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