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SIMPÓSIO 3 MESA 4 PALESTRANTE 3


DR CLÁUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES


das doenças para as quais existem vacinas: a po­ de Imunizações exemplifca, acredito que de
liomielite, que tinha 12,4 casos por 100 mil ha­ maneira quase única, os próprios princípios do
bitantes, e hoje é erradicada do nosso País e de Sistema Único de Saúde. Primeiro, o sistema
boa parte do mundo. A poliomielite tinha 1,7 mil universal. Se nós muitas vezes enfrentamos dis­
casos anuais naquela época, hoje está erradicada cussões sobre a maneira como a Saúde Pública
no mundo inteiro. A difteria, que tinha cerca de e o Sistema Suplementar interagem no nosso
10,5 mil casos anuais no Brasil, hoje virtualmen­ País, na área de imunização a utilização é prati­
te erradicada; nós contamos nos dedos, conhe­ camente universal. Mesmo as pessoas que têm
cemos pessoalmente cada notifcação de difteria plano de saúde, que têm acesso aos serviços pri­
que há no Brasil atualmente a partir de Brasília. vados de saúde, são, em sua esmagadora maio­
A coqueluche tinha a incidência de cerca de 87 ria, usuárias do nosso Sistema Único de Saúde
casos por 100 mil habitantes. Ainda é um proble­ na medida em que buscam a imunização nele.
ma, mas hoje nós temos esse número divido por É um sistema descentralizado, mais do que isso,
15 mais ou menos, devemos ter cerca de cinco um sistema capilar; hoje temos cerca de 35 mil
casos por 100 mil habitantes notifcados anual­ salas de vacinas espalhadas em todos os lugares
mente; sarampo era uma doença extremamen­ deste País, nos lugares mais distantes, buscan­
te frequente, causa importante de mortalidade do facilitar o acesso em especial das populações
infantil, especialmente entre crianças desnu­ mais necessitadas.
tridas, hoje é uma doença eliminada do Brasil. Para levar vacinas a essas populações usa­
A tuberculose tinha uma incidência de cerca de mos todos os meios de transporte; especialmen­
120 por 100 mil habitantes, hoje nós temos apro­ te durante as campanhas nacionais de vacinação,
ximadamente 30 casos por 100 mil habitantes; que levam vacinas mesmo para as populações ri­
ainda é um problema importante, pois a tuber­ beirinhas, para aldeias indígenas distantes, para
culose não é plenamente imunoprevenível. lugares onde não chega o transporte terrestre,
Data de 1974 o início formal do Programa só chega transporte aéreo. É um subsistema
Nacional de Imunizações, que completou 40 também que traz refexões importantes do pon­
anos em 2013 e começou com quatro vacinas: a to de vista da gestão, na medida em que, diferen­
BCG contra a tuberculose, a poli oral, a trípli­ temente de boa parte do que acontece no nosso
ce bacteriana e a vacina contra sarampo. Hoje Sistema de Atenção à Saúde, praticamente todas
nós temos incorporadas ao calendário vacinal as decisões relativas às imunizações são toma­
brasileiro todas as vacinas que têm indicações das no âmbito do sistema público, no âmbito das
baseadas em evidência científca para uso em diferentes esferas de gestão do sistema. Os pro­
saúde pública. Equiparamo ‑nos, nesse sentido, fssionais aparecem como partícipes disso, são
aos países que mais avançaram em relação à uti­ importantes no planejamento, na execução...
lização de vacinas nos seus sistemas públicos. É Há mecanismos de decisão que contemplam a
a oferta de um mecanismo efcaz de prevenção governança do Programa Nacional de Imuniza­
nos sistemas públicos. O Programa Nacional ção; o que se incorpora, o que não se incorpora,

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