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SIMPÓSIO 3 MESA 4 PALESTRANTE 3


DR CLÁUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES


um impacto importantíssimo no preço de vaci­ – em alguns casos na indústria nacional, em ou­
nas, e claro, no quanto o sistema público gasta. tros casos na indústria transacional – visando a
No nosso País nós temos tido um suprimento de incorporação delas ao conhecimento industrial
vacina garantido majoritariamente pelos pro­ brasileiro e às plataformas produtivas brasi­
dutores públicos, e isso é parte integrante da po­ leiras. Esse triângulo tem, nos seus vértices, os
lítica de apoio ao Complexo Industrial da Saúde principais parceiros na condução do processo. A
no Brasil, que vem sendo desenvolvida. instituição farmacêutica privada tem interesse
Os grandes produtores públicos – Bioman­ no mercado brasileiro – o mercado brasileiro é
guinhos da Fiocruz, Instituto Butantã em São grande, especialmente quando pensado na di­
Paulo, a Fundação Ezequiel Dias (FUNED) em mensão do mercado público brasileiro da saúde.
Minas Gerais, a Fundação Ataulpho de Pau­ Hoje o Brasil tem um dos maiores sistemas
la (FAP) e o Centro de Produção e Pesquisa de públicos de saúde no mundo, uma população
Imunobiológicos (CPPI), no Paraná – somam de grande com sistema de saúde universal. Os
cerca de 88% das vacinas consumidas no terri­ produtores farmacêuticos públicos brasileiros,
tório brasileiro, conforme mostra a Figura 2. O potenciais incorporadores de novas tecnolo­
restante é adquirido com intermediação da Or­ gias, são parte integrante de um segmento in­
ganização Panamericana de Saúde, que tem um dustrial que fcou à míngua durante décadas no
fundo rotatório de compra compartilhada de va­ Brasil e hoje começa a se recuperar em grande
cinas em que os diversos países da América La­ parte calcado nessa política que procura conec­
tina se juntam pra conseguir nego­
ciações vantajosas com os grandes Se até cerca de dez anos atrás falávamos
produtores mundiais. de vacinas como insumos baratos, simples,
Como eu havia dito anterior­ de produção relativamente banal, hoje as
mente, a política industrial relativa vacinas estão na ponta da produção dos
às vacinas é parte de um conjunto
maior que se refere ao fortaleci­ medicamentos biotecnológicos
mento da indústria brasileira em
relação ao fornecimento de vacinas no conjunto tar o segmento de mercado com a produção in­
de medicamentos como um grupo bastante mais dustrial e com o principal consumidor, que é o
amplo, e de outros insumos destinados à utili­ mercado público da saúde brasileira, com o seu
zação em saúde. Essa política, no que se refere poder de compra.
à área farmacêutica, procura observar as pos­ Tem ‑se procurado trabalhar com a vertica­
sibilidades e necessidades de incorporação de lização da produção, ou seja, de forma que esses
tecnologia, para a produção dentro do sistema produtores nacionais não sejam simples monta­
industrial brasileiro. Levanta, com isso, opor­ dores de medicamentos que trazem o sal pronto,
tunidades de aquisição de tecnologias que estão o insumo farmacêutico ativo pronto do exterior,
disponíveis hoje na indústria privada mundial do produtor que detém a tecnologia, e faz a em­

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