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SIMPÓSIO 3 MESA 4 PALESTRANTE 2
ANDRÉA BENTES LEAL
tos com universidades, institutos tecnológicos ter pesquisa e desenvolvimento de novas mo
e centros de pesquisa, para gestão de convênios. léculas, tanto via química como biotecnológica;
As instituições vão poder fazer um cadastro, e a pesquisa e desenvolvimento de novos medica
FINEP vai ter 30 dias também para dizer que o mentos provenientes de inovações incremen
convênio através de editais está aprovado, e de tais – por exemplo, associações ou aprimora
pois vai ter mais um tempinho para contratação. mentos da tecnologia farmacêutica... (Figura 3)
Essa nova metodologia tem várias facilidades: Existem áreas nas quais precisamos criar
por exemplo, a USP, a UNICAMP, o Instituto Bu atalhos, podemos transferir tecnologia, pode
tantã devem mandar não sei quantos projetos mos avançar queimando algumas etapas. Apoia
por ano para a FINEP... Só que cada faculdade mos isso também: desenvolvimento de novos
que manda, cada instituto que manda, tem de processos para obtenção de medicamentos já
enviar toda aquela documentação. Isso vai mu existentes, novos materiais, formas ou tecnolo
dar, cada instituição vai fazer o seu cadastro, que gias de encapsulamento; pesquisa e desenvolvi
vai ter de ser atualizado anualmente, e essa do mento de novos medicamentos genéricos ine
cumentação vai servir para todos. Isso está sen
do operacionalizado, já foi lançado ofcialmente,
e eu penso que vai ser também um grande avan Finep na Indústria Farmacêutica
ço nessa área de convênios.
A FINEP resgatou a sua atuação setorial. • Pesquisa e desenvolvimento de novas molé-
Por muito tempo a FINEP foi setorial, depois culas via rota sintética e via rota biológica;
ela passou a atuar por cliente; tinha uma área • Pesquisa e desenvolvimento de novos
que atendia empresas, outra atendia grandes medicamentos provenientes de inovações
empresas, outra as microempresas, outra trata incrementais (ex: novas associações, aprimo-
va daquelas que contavam com incentivos não ramentos farmacocinéticos);
reembolsáveis, outra tratava das que tiveram • Desenvolvimento de novos processos para
subvenção... E creio que isso diminuiu muito a obtenção de medicamentos já existentes
inteligência setorial dentro da casa, e agora res (ex: novos materiais, formas ou tecnologias
gatamos isso. Cada departamento tem um setor de encapsulamento);
específco: os técnicos vão conhecer melhor o • Pesquisa e desenvolvimento de novos medi-
setor, suas empresas, os institutos de pesqui camentos genéricos inexistentes no Brasil ou
sa que atuam naquele nicho. Penso que assim a de oferta ainda restrita;
conversa é travada num nível mais alto. • Pesquisa e desenvolvimento de medicamen-
E nós aqui em São Paulo estamos responsá tos de oferta restrita no Brasil (cujas patentes
veis pelo departamento de fármacos e biotecno estão próximas a expirar);
logia, e também pelo departamento de equipa • Pesquisa e desenvolvimento de insumos far-
mentos médicos. Junto à indústria farmacêutica moquímicos que ainda não são fabricados no
apoiamos projetos com etapas que podem con Brasil ou que possuem oferta restrita.
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