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SIMPÓSIO 3 MESA 4 PALESTRANTE 2


ANDRÉA BENTES LEAL


do com participação em empresas, no momento cimento, ela é uma linha contínua desde a dé­
através de fundos, mas estamos trabalhando, já cada de 1980 até hoje. Comparando com a Ásia,
estamos começando, engatinhando nessa par­ onde há outros países emergentes como nós,
ticipação direta; e através de fnanciamentos essa diferença é bem grande.
não reembolsáveis para instituições de ciência E onde entra a inovação nisso tudo? A ino­
e tecnologia. O grande desafo é conseguirmos vação é essencial para transformar essa linha,
integrar esses instrumentos, pegar um plano de dar a essa linha um caráter ascendente. Por que
inovação de uma empresa e aplicar todos esses inovamos? Para diferenciar, para aumentar
instrumentos nas áreas mais adequadas, inte­ exatamente a produtividade e a competitivida­
grando parceiros; é isso que vamos abordar com de, e para gerar riqueza por meio do desenvol­
mais ênfase por meio dos vários programas Ino­ vimento e da transformação social. Como já foi
va que foram lançados. dito, precisamos ter uma inserção mais nobre,
E é um desafo grande porque a produtivi­ não queremos só vender soja e comprar circuito
dade tem sido um problema da nossa economia. integrado, precisamos agregar valor aos nossos
Por exemplo: na Figura 1 vemos que a linha da produtos. Com isso, é preciso trabalhar para in­
produtividade do Brasil não é uma linha de cres­ vestir a um custo cada vez menor em projetos




Crescimento da produtividade, 1980‑2010
Ásia

350
300

250

200 Brasil
150

100

50
0
1980 1981 1982 1983 1984 1985 1986 1987 1988 1989 1990 1991 1992 1993 1994 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001 2002 2003 2004 2005 2006 2007 2008 2009 2010


Produtividade na Ásia (média simples) Produtividade no Brasil (média simples)
Produtividade na Ásia (média ponderada) Produtividade no Brasil (média ponderada)

FONTE: BID – ECLAC, ÍNDICE 1980=100
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