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SIMPÓSIO 3 MESA 4 PALESTRANTE 1


ENG DAURIO SPERANZINI JR


em termos de desafo para o cliente, quais são as Agora, o que acreditamos sobre a Internet
soluções em termos de exemplo e os seus resul­ Industrial é que... vamos supor que 50 bilhões
tados. A mesma coisa acontece quanto à gestão de equipamentos estejam conectados. Qual será
de cuidados médicos. Por exemplo: o que a área a consequência disso? Esse é um investimento
de Tecnologia da Informação (TI) pode melho­ muito forte que a GE está fazendo, são mais de
rar em termos do workfow, e quais são as con­ mil engenheiros de software, dez mil engenhei­
sequências para o cuidado materno ‑infantil. Em ros de hardware, trabalhando para que possa­
um sentido mais amplo, porém, há a gestão da mos ter um desenho importante num futuro
população – e aí vem a parte dos analytics. Preci­ próximo e que as máquinas possam ser muito
samos ter informações para nos anteciparmos a mais inteligentes, máquinas que possam se au­
possíveis causas ou possíveis sintomas que nos­ toconsertar, autorreparar; máquinas que pos­
sa organização possa vir a ter. É possível, através sam ter diagnósticos próprios, autodiagnóstico.
de analytics, começar a montar probabilidades. Enfm, eu acho que essa vai ser a próxima reso­
A partir do momento em que se começa a conec­ lução em termos de tecnologia, muito mais do
tar todos os pontos da história, e obviamente e que propriamente de hardware.
fnalmente a entender se toda essa solução faz Se conseguirmos ter 1% de economia com
sentido em termos fnanceiros. uma melhor produtividade como consequência
Aqui eu saliento que a inovação na gestão re­ dessa movimentação da Internet Industrial, nos
quer mais do que um conhecimento em TI da área próximos 15 anos nós poderíamos economizar
de atenção à saúde. Nós precisamos nos apro­ US$ 63 bilhões mundialmente falando. É um
fundar muito mais na questão clínica e conectar número muito grande, muito importante, e eu
informação, equipamentos, pacientes e fornece­ só estou falando de 1%, nada mais do que isso.
dores. Então a função daqui é efetivamente cone­ De 1% de um sistema que hoje é muito inefcien­
xão, a palavra mais importante aqui é “conexão”. te. Então acredito que nós tenhamos um cami­
A GE tem feito um investimento muito gran­ nho muito longo na área da gestão, e essa é uma
de na Internet Industrial e no Vale do Silício, discussão que precede a avaliação de tecnologia
contratando engenheiros de software. Eu tive a que o país utiliza. É uma discussão que todos de­
oportunidade e a sorte de fazer um curso numa veríamos fazer e, basicamente, tendo sempre o
universidade americana, o MIT, há muito tempo, paciente como foco central. A inovação pode ser
e tive um professor chamado Lester Thurow, que sustentável e deve ser sustentável; é possível co­
escreveu um livro chamado Futuro do Capitalis‑ nectar produtividade com saúde, nós devemos
mo, em 1975. Nesse livro ele mencionava que uma buscar melhorias nesse processo. As soluções
tal de rede ia revolucionar os hábitos e os costu­ integradas de cuidados são um caminho, não de­
mes do mundo. Essa rede era a internet, e essa veria ser diferente disso, e inovar também é ter
rede, como vocês sabem, efetivamente revolu­ foco em resultados mensuráveis. É possível bus­
cionou toda a parte de entretenimento, a parte de car quantifcar a qualidade dos resultados nos
compras, etc. Um bilhão de pessoas conectadas. processos de inovação.

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