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SIMPÓSIO 3 MESA 4 PALESTRANTE 1


ENG DAURIO SPERANZINI JR


neira muito forte a produtividade, e os privados ponto, esse é o momento em que se pode falar um
buscam reforçar suas marcas, e obter muito mais pouquinho dos caminhos da gestão. Dessa forma,
visibilidade no que diz respeito à informação de penso que temos oportunidades de acelerar wor‑
seus próprios pacientes, e mais qualidade. Então, kfows. Ao mesmo tempo, podemos buscar alter­
esse é o jogo hoje, e na verdade eu acho que esse nativas para simplifcar processos. Outra coisa
é um processo de transformação que vem aconte­ que principalmente vale para o SUS é melhorar
cendo, através dos governos. Os governos buscam a capacidade analítica, porque no momento que
melhores condições fnanceiras para cobrir as ne­ você acelera os workfows e simplifca processos,
cessidades da população, os modelos de saúde são e consegue conectá ‑los, você começa a absorver
cada vez mais integrados, mas ainda de forma ten­ informação. E o que você faz com essas informa­
tativa. Eu acho que a palavra aqui é “conexão”. É ções? O que nós fazemos com essas informações?
óbvio que se busca usar softwares, e ainda de uma É a história do Big Data. E também o objetivo f­
forma muito incipiente, conectar todo esse siste­ nal é aumentar a produtividade e a previsibili­
ma para ter baixo custo e melhor qualidade. dade. Aumentar o acesso, liberar espaço, porque
Minha preocupação tem muito mais a ver certamente nós vamos começar a centralizar ou
com gestão do que puramente com investimento descentralizar, e dessa forma se ganha produtivi­
em tecnologia. Inovação e sustentabilidade de­ dade, e gera ‑se valor agregado a partir dessa infor­
vem e podem caminhar juntas, e, dessa forma, a mação. Geralmente nós utilizamos softwares para
nossa mensagem de marca para a sustentabilida­ obter uma aplicação específca, mas o que temos
de, que é o Eco Imagination, é essa. Nós devemos que buscar em termos de gestão se baseia em uma
buscar para o nosso programa de sustentabilidade solução, e aí sim buscamos os softwares para se­
produtos e serviços que possam reduzir o custo do rem aplicados. Esse é um erro comum que se faz:
Sistema de Saúde. Devemos buscar alternativas “Eu quero um sistema PACs”. “Mas o que esse
para melhorar a qualidade ou para ajudar os nos­ PACs vai resolver em relação à situação atual?”
sos parceiros a melhorar a qualidade do Sistema Você precisa de uma solução, e talvez o PACs seja
de Saúde, e, muito mais do que isso, incrementar uma alternativa com essas características.
o acesso. Então, aquele exemplo de ressonância Aqui, um exemplo de fuxos: a gestão de
magnética é um claro exemplo não de inovação imagem em diagnóstico, o que ela pode trazer
tecnológica, mas de inovação de processo. Um
paciente, que vem do Piauí para fazer uma resso­
nância magnética aqui em São Paulo, para a qual Picture Archiving and Communication System
haverá uma lista de espera, pode fazer isso em seu O sistema PACs é uma tecnologia usada atual-
Estado de uma forma muito mais confortável. mente por hospitais e clínicas, que reúne em uma
A inovação deve estar em qualquer lugar. Te­ plataforma os exames de imagem digitalizados
mos aqui algumas sugestões de caminhos de ino­ e outras informações do paciente, de modo que
vação que podem ser via tecnológica, mas princi­ possam ser acessados e processados em toda a
palmente de gestão. Porque eu acho que esse é o rede de computadores da instituição.

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