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SIMPÓSIO 2 MESA 4 PALESTRANTE 2


PROF DR MÁRIO SCHEFFER


pende, exclusivamente, da vontade do médico. O vos, porque ainda podem se especializar; temos
local em questão precisa ter estabelecimentos de que tirar os mais velhos, com idade superior a 60
Saúde, precisa ter equipamentos adequados. anos, porque são de uma época em que a especia‑
Vou falar também um pouco sobre as espe‑ lização era feita de outra forma, com regras dife‑
cialidades. Esse é um dado difícil de trabalhar; rentes. Se pegarmos esse miolo, que vai dos 30 aos
os estudos têm muitas limitações. Estamos ten‑ 60 anos, temos mais de 88 mil médicos sem títu‑
tando, nesse momento, aprimorar os bancos e as los de especialista. Esse poderia ser um grande
coletas de informações, por isso acredito que esse trunfo do nosso sistema de saúde se tivéssemos
a certeza de que os cursos de graduação
São Paulo tem 30% dos médicos do estão formando, de fato, bons Generalis‑
país, mas Ribeirão Preto tem quatro tas. Isso supriria muito adequadamente,
inclusive, algumas das necessidades de
vezes mais médicos do que Registro atenção primária.

Mas esse é outro ponto que precisa
quadro vai melhorar um pouco. Trabalhamos ser discutido. Houve um aumento das vagas para
com especialidade titulada, que é a conclusão do Residência Médica, mas, até hoje, não há vaga
programa de Residência Médica ou a obtenção de para todos. O défcit, porém, era muito maior no
um título de especialista por sociedades de espe‑ passado. Temos que olhar para esse contingente
cialidades. Alguns estudos usam a especialidade de não especialistas. As regiões com mais médicos
informada pelo médico, mas, de fato, há muitos têm mais especialistas; em 12 Estados, o número
médicos que atuam em determinada especiali‑ de médicos sem título, sem Residência, é muito
dade sem ter título específco, só têm a experiên‑ maior do que o número de médicos com titulação.
cia prolongada. Outros estudos usam o que eu Sete especialidades concentram mais da metade
chamo de especialidade contratada, quer dizer, dos profssionais. Se juntarmos os percentuais
a especialidade do posto de trabalho. Esse dado das quatro especialidades básicas (Pediatria, Gi‑
aparece, então, de forma distinta. Deixo claro que necologia, Cirurgia Geral e Clínica Médica) tere‑
o que usamos aqui é o título de especialista ou mos quase 40% dos nossos especialistas. Aqui te‑
programa de Residência. Uso o termo Generalis‑ mos duas questões muito candentes: uma, muito
ta, que alguns não gostam, mas Generalista aqui é discutida, de que faltam especialistas nas áreas
o médico sem título de especialista, remetendo às básicas. Certamente faltam, mas temos que olhar
diretrizes curriculares que dizem que ao fnal do para os dados. Não vejo nenhuma aberração na
sexto ano espera ‑se a formação do Generalista. distribuição de títulos; penso até que temos uma
Algumas especialidades, como a Clínica Médica, distribuição adequada dentro do universo de es‑
reivindicam para si esse título genérico de Gene‑ pecialistas. Se tomarmos os dados de Pediatria e
ralista, o que acaba às vezes causando confusão. Ginecologia, elas têm quase 20% dos especialis‑
Para fazermos as contas dos especialistas temos tas. Se a elas juntarmos a Cirurgia Geral e a Clíni‑
que excluir as pontas; temos que tirar os mais no‑ ca Médica teremos 40%. Há muito pouco médico

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