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SIMPÓSIO 2 MESA 3 PALESTRANTE 2


PROF DR HENRY DE HOLANDA CAMPOS


processo iniciado com as Diretrizes Curricula‑ proximidade da chegada dos mercados regio‑
res Nacionais em 2001. nais, como o Mercosul, além da soberania das
A dimensão moral da educação médica re‑ nações e autonomia das instituições universi‑
quer a aquisição de um conjunto crucial de va‑ tárias; não poderíamos chegar com decretos,
lores profssionais e qualidades e, entre elas, simplesmente. Lembramos também que nas
está a disposição de defnir como prioridade no profssões de saúde é onde existe mais mobili‑
desenvolvimento profssional o atendimento às dade profssional; somos os profssionais que
necessidades do paciente. Outro ponto impor‑ mais fazem intercâmbio, estágio e trabalham
tante é que hoje, talvez mais do que nunca, uma em outros países, e isto é estimulado cada vez
boa educação médica é um pré ‑requisito não mais por acordos e convenções internacionais.
apenas para assistência à saúde de qualidade, Há também um número indeterminado de bra‑
mas também para o enquadramento moral que sileiros que fazem cursos médicos no Exterior.



Muitos criticam o Revalida porque o índice de reprovação
é assustador, mas no Chile, por exemplo, a reprovação de médicos
no exame único de Medicina é de 78,8%



é cada vez mais requerido num cenário de uma Foi nesse contexto que se construiu o Revalida,
prática médica globalizada. Por esse motivo os e o processo era uma oportunidade de criar uma
países estão muito atentos a esses pontos quan‑ forma de revalidação isonômica para todos os
do determinam as maneiras de acesso ao mer‑ graduados por estabelecimentos estrangeiros
cado de trabalho de profssionais formados em de ensino superior. Até então cada universida‑
outros países. Foi nesse contexto que surgiu no de tinha o seu critério; algumas simplesmente
Brasil um processo de revalidação de diplomas, ignoravam os pedidos, apesar de serem univer‑
no qual se via uma oportunidade de colocá ‑lo sidades públicas, e as pessoas atravessavam um
em sintonia com a evolução das políticas de Es‑ verdadeiro calvário na busca da revalidação do
tado já vigentes para Educação, Saúde e para a seu diploma. Havia uma preconcepção estabe‑
educação nas profssões da Saúde; naquele mo‑ lecida de que todo mundo que fazia Medicina
mento era criada uma secretaria de Governo no fora do Brasil é porque estava fugindo de vesti‑
Ministério da Saúde, dedicada à educação nas bular – o que nem sempre é verdade; eu posso
profssões da saúde – a SGTES (Departamento ser levado a fazer Medicina fora do país por ou‑
de Gestão da Educação na Saúde), fomentan‑ tras contingências familiares, porque meu pai
do vários movimentos para a transformação foi transferido para um trabalho no exterior,
do ensino. Começamos esse trabalho em 2007, ou simplesmente por escolha pessoal. Havia ali
e um dos fatores que deveriam ser levados concretamente a oportunidade de que a revali‑
em conta era a questão da globalização, com a dação de diplomas passasse a integrar uma po‑

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