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SIMPÓSIO 3 MESA 2 PALESTRANTE 1
DR PAULO HENRIQUE DANTAS ANTONINO
ria Geral do Estado (CGE). Como resultado, nós salvando vidas, mas vilões do ponto de vista eco
teríamos um panorama econômico do setor, um nômico e de impacto nas contas públicas. O stent
panorama tecnológico e um estudo que sinaliza coronariano é o campeão, o item de maior gasto.
para governo investimentos de futuro. Nós já temos uma PDP, uma parceria, para a pro
Um outro exemplo de ação: um comitê de dução do stent coronariano, outra para marca
normalização na ABNT. Que ajuda na produção passo. O governo tenta reduzir esse tempo tecno
de normas relacionadas com o tema OPMEs. É lógico iniciando uma parceria com esses produtos
um trabalho extenso com participação da indús prioritários, que têm um grande impacto nos cus
tria, do governo, da ANVISA e de diversos seto tos da saúde: os mais caros (considerando o custo
res – esse é o processo que a ABNT conduz na unitário) e os mais usados (não necessariamente
elaboração de norma técnica. Ela chama a socie mais caros).
dade, chama a indústria para o debate, e surgem, No cenário de importações e exportações,
então, as normas que são o resultado dos deba o que a gente importa ainda tem um volume
tes nos comitês técnicos. signifcativo, e há itens com impacto grande.
Há tecnologias recentes incorporadas pela Especialidades como ortopedia, cardiologia e
CONITEC, algumas até são frutos do incentivo neurologia fazem muito uso de órtese e próte
do programa Viver Sem Limite. Outras já foram se. Dependemos muito, ainda, de certos tipos
aprovadas pela Comissão, mas ain
da não foram incorporadas. E exis Esse é o impacto que o setor dispositivos
te um Comitê Interministerial de médicos tem nos custos da saúde: um gasto
Tecnologia Assistiva, coordenado
pelo MDIC, no qual o Ministério da da ordem de R$ 1,54 bilhão em 2012, um
Saúde tem assento e onde se deba gráfco anual sempre crescente
tem questões importantes sobre
órtese e prótese. As discussões nesse comitê têm de tecnologia, e exportamos alguma coisa. O re
gerado também chamadas junto à FINEP, que já sultado disso é um saldo negativo na balança co
disponibilizou R$ 13 milhões para desenvolvi mercial, mas, volto a dizer, não tão preocupante
mento de projetos, visando produtos de tecnolo quanto o défcit de conhecimento.
gia assistiva. Eu represento o Ministério da Saúde Não podia deixar de mencionar também
nesse Comitê. Há outro comitê importante, que é a importância das cooperações internacio
o Grupo de Trabalho de Arranjo Produtivo Local, nais. Vale destacar algumas ações: uma é que
do qual o Ministério da Saúde também participa. no ano passado conseguimos trazer aqui no
Esse é o impacto que o setor dispositivos mé Brasil o Prof. John Webster. É um catedráti
dicos tem nos custos da saúde: um gasto da ordem co de Engenharia Biomédica da Universidade
de R$ 1,54 bilhão em 2012, um gráfco anual sem de Wisconsin Madison nos Estados Unidos,
pre crescente (Figura 3). E aí temos os “vilões” da e tem um livro usado pela maioria dos estu
história – não propriamente, claro, porque estão dantes de engenharia biomédica das escolas
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