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SIMPÓSIO 3 MESA 2 PALESTRANTE 1


DR PAULO HENRIQUE DANTAS ANTONINO


O desenho do nosso Complexo Industrial poder de compra, usá ­lo como indutor de desen­
inclui a indústria de base mecânica, eletrônica e volvimento, e fomentar o desenvolvimento tec­
material, onde estão inseridas as OPMEs, e a tra­ nológico, sempre buscando a sustentabilidade e
dicional indústria de base biotecnológica, medi­ a economicidade do SUS. Esses são os pilares bá­
camentos, etc. O impacto desse setor na balança sicos e o objetivo de ser das PDPs. Hoje são 104
comercial já foi descrito várias vezes e, na verda­ parcerias já estabelecidas, em sua grande maio­
de, pelo que se percebe, o grande problema não ria na área de medicamentos, e algumas poucas
é a balança comercial, porque os grãos do agro­ já na área de produtos para saúde, com alguns
negócio do outro lado compensam. O problema OPMEs inseridos nesse contexto. A previsão de
que nós temos aqui é o défcit de conhecimento. economia ao fnal dos projetos já é da ordem de
Por isso essa política do Complexo Industrial de R$ 4 bilhões.
Saúde tem um forte arranjo inter ­setorial: estão Só como exemplo, cito duas parcerias com a
presentes o Ministério do Desenvolvimento, In­ Fundação para o Remédio Popular (FURP), uma
dústria e Comércio Exterior (MDIC), o Ministé­ instituição do Estado de São Paulo: a primeira
rio da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), e já permite o fornecimento de DIU ao SUS, e a
o próprio Ministério da Saúde conduzindo essa seguinte possibilitará a oferta de um aparelho
política, coordenando ­a. auditivo amplifcador para as pessoas com di­
Em um desenho clássico da literatura de um fculdade de audição. Não vou adiantar mais do
sistema de inovação – estamos falando de inovar que isso, porque será anunciado ofcialmente,
para competir – é fundamental a inter ­relação mas estamos preparando uma nova legislação,
entre esses atores (Figura 2). A geração de co­ uma nova normatização sobre as PDPs para for­
nhecimento na universidade tem de ter forte in­ talecer ainda mais essa política, com o intuito de
teração com todos os setores da indústria, com transformá ­la em uma política de Estado, con­
as associações médicas. E esse infográfco deve­ solidando todos os instrumentos normativos
ria contemplar também a fgura da ANVISA na que envolvem o processo desde o início da en­
área de regulação. Enfm, há necessidade de uma trada de um projeto até a sua aprovação, passan­
interação entre esses setores sob pena de não do por ANVISA, as aquisições, etc.
conseguirmos avançar num sistema de inovação Falou ­se muito da importância do fomen­
forte. Qualquer elo frágil dessa cadeia fragiliza to, do fnanciamento. Não existe tanto recurso
todo o sistema. quanto gostaríamos, mas existe, sim, um quan­
Chegamos a uma importante política que titativo signifcativo, e as instituições que os ad­
vem sendo conduzida pelo Ministério da Saúde: ministram sempre têm trabalhado em parceria
as Parcerias para o Desenvolvimento Produti­ com o Ministério da Saúde. O último edital foi o
vo (PDPs). E por que fazer uma Parceria para o Inova Telecom, contemplando a área de teleme­
Desenvolvimento Produtivo? Para reduzir essa dicina. Outro edital, anterior, disponibilizou R$
dependência de balança comercial, essa depen­ 600 milhões para equipamentos, incluindo ór­
dência do conhecimento; para racionalizar o teses e próteses. Há uma série de editais que tem

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