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SIMPÓSIO 2 MESA 3 PALESTRANTE 1
PROF DR JOSÉ LUIZ GOMES DO AMARAL
cina, também fcam muito aquém das nossas pos‑ Nós entendemos também que se manter
sibilidades e acrescentam novas competências atualizado e oferecer o melhor aos pacientes as‑
às competências anteriores, portanto nós temos sistidos é um princípio fundamental da ética mé‑
aqui um problema enorme a solucionar. Aí nós dica, portanto o Conselho Federal de Medicina
começamos a olhar quais eram as alternativas foi convidado a participar do processo e a nossa
disponíveis, e eram basicamente as iniciativas intenção era a de que os títulos de especialistas
que nós encontramos em várias instituições, se‑ registrados no Conselho fossem passíveis de re‑
jam as instituições universitárias, sejam as insti‑ certifcação. A ideia é que eles tivessem uma va‑
tuições não universitárias, mas ligadas à assistên‑ lidade limitada, compatível com a evolução do
cia médica, voltadas à educação permanente. conhecimento, com a evolução da prática clínica
Desde aquela época, o que havia em nosso país e com as possibilidades de formação contínua.
com relação a isso e o que há hoje são centenas de Essa foi a primeira parte da história e moti‑
atividades na área de educação permanente. Hoje vou a criação do Sistema Nacional de Acredita‑
nós podemos encontrar no país pelo menos uma ção em conjunto com o Conselho Federal de Me‑
centena de eventos voltados às mais diferentes dicina. A instalação desse sistema se benefciou
áreas da medicina, de caráter prático, de caráter de muitas discussões e deu ‑se um prazo bastante
teórico, eventos presenciais, eventos a distância alargado para que ele pudesse ser implantado. A
e a quantidade de propostas de ensino a distância partir do momento de sua implantação é que nós
vem se ampliando sobremaneira. Mas como coor‑ passaríamos a contar o prazo para estabelecer a
denar isso? Como fazer para tornar isso acessível validade dos títulos de especialista. E por que os
para as pessoas de uma maneira organizada, de títulos de especialista? Porque desde aquela épo‑
maneira otimizada? Como coordenar a vontade ca nós já entendíamos que a formação está longe
do médico que quer se aprimorar, se manter atua‑ de terminar após a graduação e é absolutamen‑
lizado, e o que é disponibilizado a ele? te necessário que, ao fnal dos seis anos de cur‑
Foi então que surgiu a ideia de se criar um so, nós tenhamos um período de especialização
sistema nacional de acreditação e de oferecer com foco em um campo específco da atividade
esse sistema a todas as instituições que promo‑ médica, à semelhança do que acontece em todos
vessem a educação, a formação médica, no sen‑ os países bem sucedidos do planeta.
tido de que isso pudesse ser organizado e o mé‑ Logo na primeira semana de implantação
dico tivesse à sua disposição um portfólio para nós já tivemos uma reação, que não sei se é do
poder escolher o que melhor lhe atendesse. As conhecimento de todos, mas foi muito decepcio‑
sociedades brasileiras de especialidades mé‑ nante. Um sindicato médico do Sul do país disse
dicas tornaram ‑se os principais protagonistas que o título de especialista era um direito adqui‑
dessa iniciativa, e hoje nós temos no Brasil mais rido e, portanto, era vitalício e por isso não era
de 50 sociedades de especialidades médicas, que possível retirá ‑lo do médico. O sindicato entrou
agregam programas bastante sólidos de forma‑ com uma ação judicial contra a proposta. Nós
ção especializada e atualização. conseguimos contornar esse problema e evitar
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