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SIMPÓSIO 2 MESA 2 PALESTRANTE 1


PROFA DRA MARIA DO PATROCÍNIO NUNES


nhecer qual é a nossa missão, temos que ofere‑ so se responsabilizar pela aprendizagem e veri‑
cer para esse médico informação com alto grau fcação de ganho dessas habilidades e atitudes, e
de instrução. Na supervisão dá ‑se a técnica, mas garantir a segurança do paciente e também dos
também o suporte que é a tutoria. É preciso dar médicos. O preceptor é aquele que ajuda quem
a esses médicos informação, mas tratá ‑los com está hierarquicamente um andar abaixo ou um
respeito e equidade. O preceptor deve aprender degrau abaixo dele.
a dar feedback construtivo. Assim, os precepto‑ O segredo do sucesso passa então pela ges‑
res também precisam de formação e, para tanto, tão. A COREME precisa garantir a gestão dos
necessitam de um tempo de capacitação e de um programas; cada programa precisa de um super‑
local de capacitação. E esse tempo não pode ser visor que também tem que gerir esse programa,
sábado à noite e domingo de manhã; tem que ser os preceptores da instituição precisam aprender
ao longo da sua jornada de trabalho. a fazer a gestão do ensino para atingir os obje‑
Cerca de 500 preceptores pelo Brasil res‑ tivos da formação. Todos eles requerem alguma
ponderam a uma enquete feita na Bahia pelo coisa para atingir esses objetivos: infraestrutu‑
Prof. Jorge Guedes. A conclusão a que se chegou ra, apoio, reconhecimento, valorização institu‑
é a de que eles querem ser reconhecidos, receber cional, etc.. Na gestão da supervisão é preciso ter
capacitação pedagógica e de gestão e ser valori‑ apoio, tempo, valorização e aprender a desenhar
zados. O aspecto da remuneração justa fcou em um projeto pedagógico. Os preceptores, por sua
último lugar. Nós temos dois grandes estudos no vez, precisam aprender também e se preparar
Brasil sobre o papel do preceptor. O primeiro é o para a função. Então, um programa só terá su‑
da Profa. Suzana Maciel Wuillaume e o segundo cesso quando atingir uma formação adequada
do Prof. Sergio Bauen. Os dois resumem mais ou de educadores; quando os locais de práticas fo‑
menos isso: o preceptor deve ser um indivíduo rem apropriados; quando houver um projeto pe‑
com conhecimento, sensibilidade, bom senso, dagógico e quando todos os envolvidos tiverem
criatividade, capacidade de improvisação, com‑ aprendido a gerir esses diferentes tópicos. Com
preensão da dinâmica do processo de ensino e isso, certamente conseguiremos ter residentes
aprendizagem; deve saber trabalhar com base que se sentirão plenamente desenvolvidos na
na prática das especifcidades que caracterizam tarefa de atender aos seus pacientes. Serão pro‑
o trabalho e deve saber que no mundo o trabalho fssionais refexivos, críticos, humanistas, com‑
se transforma e ele se transforma junto – ou seja, prometidos, competentes, líderes que transfor‑
é um super ‑homem ou uma mulher ‑maravilha. marão o futuro e a realidade. Hoje nós estamos
Mas é isso o que se espera deles. A supervisão apenas lendo sobre isso; ainda não executamos
hoje vai além de formar um especialista; é preci‑ essa tarefa.








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